NOIVOS & NAMORADOS

Um caminho abençoado para o casamento

Arquivo para Janeiro, 2009

Jugo desigual

Jugo desigual

Diferenças de valores, fé e ideologia podem levar ao desequilíbrio na relação entre o casal

Muito se fala sobre jogo desigual, mas, para entendermos o seu verdadeiro significado nas relações interpessoais, faz-se necessário compreender o real sentido das palavras. O dicionário da língua portuguesa Larouse Cultural descreve jugo como “canga com que se juntam os animais para puxar o arado ou o carro; opressão, sujeição”. Já a palavra desigual significa “irregular, não uniforme, injusto, volúvel, desproporcional”.

Entendendo o sentido das palavras, fica mais fácil compreender o cuidado do apóstolo Paulo quando recomendou: “Não vos ponhais em jugo desigual”, 2 Coríntios 6.14. Imaginemos um agricultor que deseja arar o seu terreno para, em tempo hábil, fazer o plantio da terra. Se colocar sob um mesmo jugo um boi, que é lento, com um jumento, que é rápido, certamente a desproporcionalidade o impedirá de alcançar o seu objetivo.

Apesar do termo “jugo desigual” poder referir-se às diversas formas de alianças entre pessoas, desejamos nos ater tão somente nos relacionamentos conjugais, considerando o período da escolha, de namoro até à convivência no cotidiano como casados.

Há quem veja, por exemplo, a incidência de jugo desigual nas desigualdades físicas como estatura, grupo etário, estética ou etnia. É bem verdade que tais aspectos podem, muitas vezes, acarretar determinados transtornos no relacionamento. E isso é ocasionado pela herança cultural que cada um recebe no âmbito familiar. Normalmente tendemos a passar adiante nossa história de vida. Tal atitude pode ter repercussões negativas na condução do novo lar. Se, por exemplo, aprendemos que a cor da pele ou diferença de idade é fator negativo e, ainda assim, nos envolvemos num relacionamento sem considerar o nosso aprendizado, podemos perder a aceitação familiar e colhermos frutos da indiferença e, às vezes, até da inimizade.

Contudo, não significa dizer que um casal, mesmo possuindo alguma das diferenças citadas, não tenha a chance de ser feliz. Se estivessem dispostos a relevar eventuais críticas ou rejeições, assumindo conscientemente a escolha, poderão sim encontrar o caminho da realização e da felicidade. Afinal, o namoro e o casamento proporcionam a rica oportunidade de diálogo, conhecimento e confronto com valores e práticas muitas vezes equivocadas levando-nos a vivenciar experiências novas e a construir novos conceitos e paradigmas. Ademais, teologicamente falando, jamais podemos afirmar que a advertência do apóstolo Paulo, acerca do jugo desigual, tenha qualquer relação com a questão da aparência física.

Analisando as diferenças

Outro aspecto apontado como incurso no jugo desigual é a diferença cultural. Alguns alegam que um casal que não possui o mesmo nível social ou profissional pode ter limitações para ver o mundo sob um mesmo prisma, o que fatalmente acarretaria muitas dificuldades para alcançar ideais comuns. De fato, não são poucos os casais que, submetidos a esta situação, reclamam da dificuldade de diálogo porque o cônjuge é simplesmente incapaz de acompanhar um raciocínio lógico em decorrência da limitação de conhecimentos ou das diferenças culturais. Quando chegam a esse nível, tais relacionamentos normalmente culminam em isolamento, esfriamento e provável separação. Entretanto, se analisarmos por outro ângulo, existe casais que se conheceram vivenciando estas diferenças e insistiram em levar adiante o relacionamento e conseguiram construir uma convivência  saudável e respeitosa. Muitos cônjuges conseguiram até a superação das próprias deficiências educacionais e culturais ao serem desafiados pela necessidade de corresponder e atender às expectativas e exigências do outro. Portanto, não é correto afirmar que o relacionamento conjugal entre pessoas de diferentes níveis sociais seja condenável do ponto de vista bíblico.

Existe ainda um outro fator que pode ser considerado altamente significativo para o sucesso do relacionamento. Trata-se das desigualdades comportamentais. O comportamento é fruto da imagem que fazemos de nós mesmos e que foi formada a partir daquilo que disseram que somos e moldada pelo meio em que vivemos. Abdicardeste autoconhecimento, mesmo para atender às demandas da outra parte envolvida no relacionamento, é uma missão quase impossível. Muitos casamentos fracassam porque os interessados esperam encontrar, no outro, respostas que venham satisfazer apenas às suas necessidades pessoais como encontrar alguém que seja capaz de amar, de compreender as indisposições diante dos desafios da vida, de respeitar os ideais e ajudar a tomar decisões, de admirar os dotes físicos e atender as necessidades sexuais, de tirar as amarras que prendem a antigas imposições da família, de realçar a importância perante outros… Enfim suprir todas as carências e vazios existentes no ser.

Indubitavelmente muitos destes motivos estarão presentes na vida de uma pessoa que está em busca da consolidação de um relacionamento, mas tentar alcançar satisfação pessoal sem uma contrapartida é sinônimo de egoísmo e, certamente, não promoverá a realização mútua. Se uma das partes manifesta este perfil egoístico é necessário tomar muito cuidado! Mas não significa que o relacionamento presente ou futuro esteja perdido. Algumas atitudes precisam ser desenvolvidas como capacidade para dar e receber amor, para comunicar suas emoções, sonhos e projetos, entender as necessidades do outro, ouvindo com atenção e interesse aquilo que é considerado relevante; capacidade de aceitar as diferenças e adaptar-se às mudanças necessárias; de enfrentar as tristezas e alegrias ou os obstáculos e desafios que certamente surgirão no decorrer da jornada. Se bem trabalhadas, as diferenças que poderiam representar um fator de desagregação acabam contribuindo para as mudanças que produzirão crescimento e maturidade.

Desigualdade espiritual

Além dos fatores já mencionados, cremos que a maior ênfase deve ser dada à desigualdade espiritual, ou seja, a que se refere à escolha do cônjuge que não comunga da mesma fé, ou que não tenha o mesmo nível de compromisso com Deus. Nem é preciso dizer que em um lar onde os dois caminham em direções opostas, ou em ritmos diferentes, as conseqüências são desastrosas. Escolher uma pessoa que compartilha das mesmas crenças e sonhos é fundamental para a construção de um bom casamento. É necessário observar os princípios que servirão de base para uma relação duradoura: buscar no parceiro a mesma disposição para servir a Deus, orando com freqüência tanto a sós como em conjunto; ter um claro entendimento dos ensinamentos bíblicos e de como devem se comportar ao longo do namoro, noivado e casamento; ter a consciência de que a sincera amizade, fundamentada no genuíno amor cristão, é indispensável para um casamento equilibrado, já que ela vem embasada nos princípios bíblicos de que não devemos julgar para não sermos julgados e de que devemos considerar o outro como parte do Corpo e Cristo e, portanto, merecedor do nosso apreço e respeito. É verdade que apenas o fato de os dois serem cristãos não é garantia plena de um matrimônio feliz, mas aliado a outros requisitos também indispensáveis, aumenta significativamente a probabilidade de sucesso.

Se, ao ler este artigo, você chegar à conclusão de que o seu namoro não está de acordo com o propósito de Deus, não tenha dúvidas tome as medidas necessárias para não permitir que o seu futuro seja comprometido por uma dedicação da qual venha a se arrepender amargamente. E se concluir que o seu casamento não foi feito segundo o modelo divino, ou se, ao longo da estrada vocês deixaram de considerar a importância de uma aliança com o Criador, não se deixe abater. Busque em Deus a resposta única para o redirecionamento ou restauração do seu casamento. Fazer a coisa certa pode requerer um sacrifício maior, mas os resultados são muito mais gratificantes. Além disso, você pode contar que Deus estará sempre ao seu lado, dando estratégias para que você desfrute de um lar feliz e faça parte do mais arrojado e bem elaborado projeto feito pelo próprio Criador: A família – feliz e abençoada!

Fonte: CPAD
Por Zenilda Pacheco (psicóloga clínica)

Quando uma relação deve acabar?

imagesÀs vezes, as coisas boas acabam. E as coisas más continuam a acontecer, muitas vezes por negligência ou até mesmo medo. Talvez o problema não esteja no elevado número de divórcios que se tem visto ultimamente, mas sim no elevado número de casamentos que se têm efetuado sem responsabilidade.

Mas afinal, quando é que uma relação deve terminar? Simples: quando já não acrescenta nada de bom na vida de um ou dos dois. Ou seja, se não está obtendo o que quer ou precisa da pessoa que está namorando, ou se você percebeu que não era exatamente isto o que você deseja para a sua vida. Talvez tenha chegado a hora de partir para outra.

Pode parecer muito egoísta, mas a verdade é que ninguém ficaria feliz numa relação em que só uma das partes continua ligada à outra por pena ou por obrigação…

E como é que você vai saber se deve ou não terminar a relação? Alguns sinais normalmente mostram que a coisa já não vai muito bem. Mas tenha em mente que é normal algumas situações acontecerem de vez em quando, sem que isso queira dizer que a sua relação está acabando !

* Se você já não conta mais as horas ansiosamente para estar com ele(a), ou se já não tem muita paciência para ouvir as reclamações e acha que uma conversa entre vocês é uma espécie de trabalho árduo pode ser um mau sinal.

* Comparações entre o(a ) seu(a) namorado(a) com outros(as) e ele(a) sai sempre perdendo. Isto acontece muito quando se acha outras pessoas mais atraentes. Se ele(a) não é bem aquilo que você queria e que muitas coisas precisam mudar, talvez seja mais fácil procurar alguém que encaixe nas suas medidas.

* Críticas por tudo e por nada. Se está sempre enchendo a cabeça do outro por qualquer coisinha ( se o fato do cabelo está penteado para direita é porque está do lado direito. Se está penteado para esquerda é porque está para esquerda… Enfim, não há maneira de te agradar !!! ), talvez o problema não esteja nele(a), mas sim em você !

* Quando gostamos de alguém, temos tendência a ignorar certos aspectos que, em outras situações, até nos poderiam desagradar. Se está tendo dificuldade em fazer isto, pode ser um mau sinal…

* Está sempre tentando mudá-lo(a). É comum uma pessoa apaixonar-se por outra que faz aumentar a quantidade de adrenalina no sangue e, mais tarde, descobrir que essa adrenalina, a longo prazo, só por si, não chega. Também há pessoas que se perdem de amores por alguém pela sua calma e que acabam por achar que é exatamente a muita calma dessa pessoa que está a acabar com a atração! Tentar mudar a pessoa pela qual nos apaixonamos é, no mínimo, um contra-senso.

* É sempre você quem se dá. As relações são feitas de uma troca mútua de afetos. Se uma das partes só recebe, é sinal que não está empenhada em fazer com que a relação resulte.

* Já não se sente bem em relação a você mesmo(a). Pode parecer estranho, mas lembre-se de como se sentia quando vocês começaram a sair juntos… Sentia-se bem, não é? Se este sentimento não existe mais… Bem, é hora de rever a relação !

Devemos esgotar todas as tentativas para tentar recuperar o namoro ou o noivado, mas é preciso repensar e refletir se vale a pena continuar. A oração, a orientação divina é a melhor forma de sabermos o que devemos fazer com as nossas vidas. Deus é o melhor conselheiro!

“Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nEle e o mais Ele fará.” ( Salmo 37:5 )


(Texto de Viviane Castanheira – retirado de www.elnet.com.br)